quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mensagem aos meus amigos

Queridos amigos...



Nesta hora não poderia estar indiferente a tantas mensagens de carinho e de conforto pelo que aproveito para vos agradecer.

Tenho-vos a todos no coração e espero em breve estar de novo convosco diariamente.

Até lá, um forte abraço.

Bem Hajam,

Um XI-CORAÇÃO

Valdemar "Ferreira" Marinheiro

sábado, 10 de setembro de 2011

Mensagem aos meus amigos

Queridos amigos...



Nesta hora não poderia estar indiferente a tantas mensagens de carinho e de conforto pelo que aproveito para vos agradecer.

Tenho-vos a todos no coração e espero em breve estar de novo convosco diariamente.

Até lá, um forte abraço.

Bem Hajam,

Um XI-CORAÇÃO

Valdemar "Ferreira" Marinheiro

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Navegando Rio Douro Abaixo = Domingo 7 de Agosto de 2011 = Vou ser muito feliz

No próximo Domingo vou fazer uma das viagens mais desejadas.
A forma como fui mimado pelas minhas duas Filhas, Genro e Neto Rafael ao ofertar-me uma viagem da Régua a Vila Nova de Gaia, para quem como eu tem neste colossal Rio a sua grande paixão e amor e o seu principal confidente só pode estar e sentir-se super feliz, masi ainda quando ela acontece como prenda da comemoração dps 25 anos que celebrei neste passado dia 4 de Agosto de 2011 de Bandita Abstinência Alcoóçlicas, onde amanhã Sábado vai ocorrer uma grande Festa solidária e partido um bolo de aniversário com dez quilos.
Vou e quero partilhar esta viagem com todos quanto com o gesto mesmo mais insignificante tornaram possivel rumar a seguro contra ventos e tempestades e ter feito esta rota sem desvios e atracagem em porto seguro.
A todos incluindo a mim um Bem Hajam.
UM Xi Coração.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sporting ,Porto e Benfica = Bibó o Zé Bilas Voas

Adeptos e Sócios Portistas.
Quando João Moutinho veio para o Porto, na boca da grande maioria de Portistas era memo proibido aos Sportingistas dizerem o que quer que fosse, então o João era um  pobre coitadinho , até deveria ser tratado como um herói , tinha dado dinheiro ao sporting e o pobre coitado tinha feito muito bem, porque tinha vindo tratar da vidinha dele. O que tinha assumido com o Sporting isso era irrelevante.
 Para com o Sporting  que o criou, educou, os seus adeptos o e aplaudiram, o Pedro não tinha deveres. Para para evitar discussões e faltas de respeito, foi preferivel ficar calados e em alguns casos dar ao total desprezo e deixá-los ficarem a falar sózinhos.
Os mesmo caras agora, e com um caso que em nada se compara, e este sim pouco ou nada lhes deve, fazem tentar caír o Carmo e a Trindade. Pois os Andrades, não criaram, não educaram nem o fizeram treinador, e até porque o Homem lhes deixou 15 milhões, não sei quantos titulos e é promovido a traidor
e todas outras coisas mais.
Assim não chegamos lá.
  Benfica    
      Com um total , de 62 jogadores com contrato, seria proveitoso para eles e até interessante para os não Benfiquistas que levassem todos eles para estágio na Pré-Epoca.
Seria bonito ver o dito Gloriosdo a organizar um quadrangular, com suplentes e tudo.
Era uma forma inteligente de alegrar os seus sócios e simpatizante e deixassem de imitar o relógio suiço tudo ao segundo.
Segundo na Liga de Futebol, de onze no Futsal, no Basket etc. etc.
Assim com a realização deste quadrangular, a equipa tinha a vantagem de ganhar o torneio e motivar logo os seus adeptos.
Cada vez gosto mais da forma como se está a trabalhar no meu Sporting, o que temo é que a procissão ainda esteja no Adro e esta paz não seja duradou.
Formulo votos para que deixem a Direcção do nosso Clube trabalhar em Paz.

domingo, 19 de junho de 2011

Olá Amigo Douro

Pois é amigo hoje mais uma vez lá fui passar por cima da nova ponte duas vezes. Como sabes era dia de te ver do lado de Pedorido porque teria me deslocar a Folgoso buscar a nossa Ninfa, mas essa vontade de te ver é mais forte que eu e quando me apercebi em vez de seguir na estrada para Folgoso, lá fui eu na  A41 e só quando me apróximei da Ponte me lembrei que a rota não era para Cancelos/Sebolido, mas sim via Labercos para Pedorido etc.
Certamente terás ficado satisfeito e eu tal como tu sinto-me feliz por de cima da ponte ter visto dois barcos que vinham de regresso à Barragem.
Quem corre por gosto não cansa e mesmo que tenha gasto uns litritos a mias de gasolina e ter pago um euro e sessenta de Portagens sinto-me feliz.
Vale a pena encontrar amigos como tu.
Obrigado por seres meu amigo.
Conversas verídicas com um Rio

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Verdadeiro Amor = Foi sofrer

Males que certamente acabarão por fazer bem.
Muito sinceramente não fosse o que aconteceu ontem ao fim da noite, que se foi  mantendo hoje por todo o dia e eu estaria longe de imaginar o quanto gosto dos meus meninos (blogues ) e  dos meus amigos e a falta que eles me fazem. Isto foi provado.
Devo confessar e cada um avalie como bem entender este meu relato verídico.
Quando ontem fui para publicar os habituais trabalhos, não era possivel, já perto das duas da matina quando me fui deitar lembrei-me que só de manhã voltaria a procurar e a confirmar se já seria possivel a publicação.
Mas cerca das quatro cá estava eu de novo a confirmar, e de novo por volta das cinco voltei a levantar-me em definitivo. A que horas certas não sei!!! Só sei que  aconteceu o Tintinaine "como deve ter pulgas na cama" ter madrugado e  deixou um recado: " vou dormir" muito sinceramente não acredito e deve ter andado a dar voltas na cama com todo o frenesim tal como eu.
Agora sim: sei, depois deste teste, que isto faz mesmo parte de mim.
Valeu a pena testar e prometo que me vou ainda empenhar mais, na tentaiva de conseguir melhorar os meus meninos.
Tal como eu deles, estou convencido que precisam de mim. Vou tentar dar-lhes sempre papinha.

sábado, 26 de março de 2011

Eleições Hoje no Sporting Clube de Portugal

Hoje  vai decorrer daqui a pouco a votação para a eleição do Candiro a Presidente do meu Sporting.
Concorrem cinco Listas, mas o meu voto vai para aquela que é a melhor de todas e que merecem ser tratada com o maior respeito.
Que a partir de hoje pare o ciclo de se servirem do Clube e tão mal tratar a sua hstória.
Sporting Forevere.

sábado, 19 de março de 2011

Conversas com um Rio

Quando se ama pelo coração, nada nso desvia


O  
Posted by Picasa






Ser Padrinho!!! Então não tinha as Sextas-Feiras todas?

Naquele meu tempo de miúdo era um probema arranjar-se pessoas para serem Padrinhos, pois por vezes eram tantos os Filhos que não era fácil arranjar-se quem se disponibiliza-se para o ser. Muitas vezes as pessoas já eram padrinhos de uma série deles.

 O meu Tio Zé Simão. onde a pobreza era abundante, ams era uma máquina a fazer filhos. Então num pequenos espaço já ía no terceiro. Perante as dificuldades a cima citadas lá falou com o meu Pai e como eu já tinha comungado, mesmo que se fosse ser cumprido a rigôr não valia e como tal eu não poderia ser Padrinho.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Castelo de Paiva = Penafiel == Dez anos da Tragédia d a ponte Entre-os Rios

Castelo de Paiva é hoje o que já era: uma região deprimida. Com o dobro da taxa de desemprego nacional.
Quando a ponte Hintze Ribeiro caiu eram mais de 17 mil os habitantes de Castelo de Paiva. De então para cá o concelho perdeu perto de 5%  da população, contando em Janeiro passado, com 1496 desempregados, mais 43 % se comparado com igual periodo de 2001, de acordo com os dados do Instituo do Emprego e Formação Profissional.
Estatísticas oficiais não existem porque  a taxa de desemprego concelhia só é medida  pelos Censos, de dez em dez anos.
Promessas foram mais que muitas, deitaram rápidamente poeira para os olhos das pessoas e vai daí constroem duas pontes sem que faça qualquer sentido e onde uma delas sim era precisa seria a uns escassos cinco seis quilómetros por Rio Mau/Pedorido.
Prometeram este mundo e o outro, mas de acessibilidades fizeram práticamente zero e Castelo de Paiva e Penafiel continuam a sofrer dos mesmos males anteriores, tal como Castelo de Paiva Santa Maria da Feira.
Uma certeza ficou: muitas lágrimas de crocodilo e a tragédia serviu para que uns tantos enchem-se a Pança.
Arranjaram responsáveis que ainda hoje continuam a serem fortemente penalizados as empresasa que exploravam os Inertes do Rio e os seus empregados.
Hoje continuam a serem as grande vitímas uns e outros e a continuar como até aqui terão de ffechar portas e mandaarem para o desemprego todos os funcionários que vivem exclusivamente do ordenado que ali auferem e deles dependem um grande número de familiares.
A tragédia continua a alastrar por Castelo de Paiva.

sábado, 1 de janeiro de 2011

As 9 Sextas-Feiras após a comunhão Solene.

A Comunhão Solene.
     Lá de ser traquina eu sei que não sou o único e ainda bem!!!  Quanto a porradinha Virgilio!!!
Já estava tão habituado que nos dia que não me treina-se não era dia para mim e quando chegava à noite e me parecia que não choveria nesse dia eu arranjava sempre um pretexto para a coisa acontecer.

   Realizada a Comunhão Solene era obrigatório ir comungar na primeira Sexta-Feira de cada mês nove meses seguidos, segundo diziam só assim teriam validade essa mesma Comunhão.
  No primeiro mês até nem me importei nadinha de o fazer.
  Segundo roguei uma pragas e disse ao Fifas para dizer à minha Mãe o que tinha dito e eu fui dizer o mesmo à Mãe dele. A minha mãe fez vista grossa e llá me obrigou a ir.

 Aquilo já era de mais e eu não suortar ter de continuar. lá me fui confessar de véspera como era obrigatório naquele tempo e quando soube que a minha Mãe no outro dia ía de manhã com o Barco à Cooperativa buscar a mercearia vi logo ali o propblema resolvido.
Ela chamou por mim e eu aleguei que me ía vestindo, ela lá foi buscar o Barco e quando já seguia Rio abaixo e por baixo da minha casa, onde tinhamos uma Figueira apanhei uns Figos e disse-lhe olhe a hóstia e comecei a comer os Figos.
 Disse que me ía cozer e Fritar, mas eu sabia que depois passadas umas horas seria um sacudir de pó.
 Por ali ficaram as Sextas-Feiras depois da Comunhão.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A minha Comunhão Solene

O meu relacionamento com a Beta Ti Maria Zé nunca tinha sido bom, ela sabia que eu não gostava nadinha daquilo e que estava ali a fazer um grande sacrifício, mas nem por isso evitava que eu fosse dos melhores na Catequese e por muitas voltas que ela tentasse dar eu respondia sempre, porque decorava aquela lenga lenga toda que ela dizia.
Preparativos para a Comunhão Solene
Foram os meus Pais falar com a minha Madrinha e Padrinho, e estes logo acertaram entre si o que dariam: logo o meu Padrinho marcou para irmos ao alfaite para mandar fazer um fato novo e daria ainda o chapéu, enquanto a minha Madrinha comprometeu-se a dar-me os Sapatos, Camisa e Gravata.
A proposta direi que na altura quase era irrecusável e até andei uns dias a portar-me bem. Pela primeira vez iria ter uma fatiota completa.
 A Paz durou pouco!!!
  Naquele tempo o Padre fazia a Selecção de quem iria cantar e quem seria Trombone (não ter voz), como se isso não chegasse decidiu que o Tono Alemão seria o meu parceiro.
O Padre e Eu !!!   
Quando ele me o disse: pedi-lhe para me trocar e evoquei razões:- O Tono era mais velho que eu, também era trombone e levava um fato já p´ra aí em terceira mão vindo dos Irmãos.
    Não me atendeu, porque o que ele não queria mesmo era colocar-me ao lado do Fifas ou do Tono Pombas.
    Disse-lhe então que não iria comungar e pus-me na alheta.
    Lá foi à minha procura uma senhora de Rio Mau (Beata) e depois de muita conversa convenceu-me a ir que segundo ela pedia ao Padre para me trocar o companheiro.
 É o trocas!!! Quando me deitou a mão foi buscar a régua grande com milheiros e toda a dar sem dó nem piedade, ficaram as mão a reverter sangue.
   Claro que mandou dizer aos meus Pais o que estava a  acontecer. Foi o bom e o bonito e mesmo no dia da Comunhão os meus Pais lá íam sempre próximos de mim com medo que eu me pirasse.
   Pensava em fugir, mas o fato e os Galórios para o almoço também ajudaram e muito a que me mantivesse sereno todo o tempo em que durou a cerimónia.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Neste como em todos os Natais o Fiel Amigo não Faltou

Estava a ser um ano de tremenda dificuldade, mas a garrafinha do Azeite novo que tinha sido feito no Engenho em Santa Cruz das nossas Oliveiras lá estavam guardada, para regar sem restrições as Batatas o Bacalhau e as Trinchudas e molhar a côdea de Broa nesse mesmo azeite.
   Tinha vindo bastante Lenha pelo Rio abaixo, o que permitiu que a fogueira tivesse uma boa labareda e brasas acolhedoras.
   Acabados de Cear, lá seguimos o Ritual de Joelhos e com a minha Mãe a passar o Terço e a pedir ao Menino Jesus, pois neste tempo ainda não havia Pai Natal para que não se esquece-se de nós.
  Foi mais um Natal de enorme Felicidade.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Putos Alpinistas = Descer e Súbir as Fragas (Vertigens)

Putos Armados em Alpinistas
Era costume nós descer e subir as Fragas, direi mesmo que era um procedimento normal andar metidos em aventuras para descobrir onde o Ujo fazia ninho. Como também fazer-se escalas sendo que cada um procurava em cada dia o fazer por locais mais difíceis. Isto já vinha dos mais antigos e felizmente que eainda até aos dias de hoje não morreu ninguém de queda.
     As Fragas da minha Aldeia, sejam as do Vale Escuro, ou da Abitureira, tem várias dezenas de metros de altitude.
      Tem muito musgo e são bastante amareladas ( dizia um bem dito mentiro o Ti Sapateiro de Cancelos, que eram assim amarelinhas, porque ele há muitos anos quando era novo as tinha pintado)
      Foram muitos os sutos que muitas vezes apanhamos, mas nada que não fossemos superando e não eram o suficiente para nos desmotivar.
   Entre o Borracho e o Sopapo, Deus mete a mão por Baixo
   Um belo dia, estavam as fragas muito húmidas e deu-me para descer por um local onde tinha muito musgo, cheguei a um ponto que não tinha onde colocar o pé direito, pois ficava uns centimetros mais abaixo.
 Sem força já nos dedos das mão com que me segurava, fui deslizando e lá consegui descer, recordo-me que no momento de grande dificuldade olhei para baixo, sabia que estava a mais de trinta metros de altura, se caísse não tinha a minima hipótese. Quando cheguei cá abaixo olhei pra cima e comecei a tremer que nem varas verdes, a partir dali, jamais fui capaz de deixar de ter vertigens e quando nas obras mesmo cá em baixo olhava para cima e via os trolhas nos quatros e quintos andares, tremia e dormia muito mal, mesmo quando acordava ou ainda mesmo hoje acordo de noite e me vem isso à ideia, tremo todo.
     Por incrível que parece até as ribanceiras e pontes que vejo na NET me fazem tremer.
     Traumas de criança que são incuráveis. Vá lá saber-se porquê???

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cobras e Trauma = Vida de Criança

Ao fundo das fragas do Vale Escuro, tinha ali um Silvado, onde ao lado havia um carreiro por onde, começavamos a subir para escalar as fragas e foi precisamente por este carreirito onde eu e o Albano Pombas tinha-mos levado a Ovelha, para depois a empurrar fragas abaixo.
  Nesse dia nem Pombas nem Fifas, nem Malhado nem viva alma, me acompanhava.
  Andava eu sózinho, "o que era pouco normal acontecer" com as ovelhas da minha Avó.
 Tive de ir lá vira-las porque uma delas ficou presa nas Silvas, pois tinha a lã grande.
  Quando me aproximei dela; vejo-me rodeado de Cobras a saltar mais alto que eu, era em grande número, tinham um rabo curto e algum cabelo. Sujei-me todo e fiquei estático.
  Foi um espectáculo deprimente e soube depois que elas andavam a machiar e quando isso acontece que se tornam agressivas.
 Foi tal o susto que apanhei, que ainda hoje e só a falar nelas como agora, ainda me arrepio todo.
 Seja no Jardim da Maia, ou no Zoológico fui ver algumas exposições e segundo diziam uma das quais seria das melhores do mundo e nas quais, haviam inúmeras espécies.
 Elas estavam fechadas, mas eu mantinha-me todo encostado à parede e cheio de tremeliques.
 Fiquei de tal ordem horrorizado e traumatizado, que hoje quando na minha aldeia (nos meus campos ou caminhos), deparo com alguma, continuo a ficar estático. Já por  três vezes dei com três  mortas "uma de cada vez" e mesmo a arrumá-la com uma vara, é sempre a  a tremelicar enquanto dura a retirada e durante um ou dois dias, quando me lembro ou acordo de noite e elas me vem à ideia, fico todo constrangido.
 Marcas de infância que nunca se afastam de nós.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Como fui feliz na minha infância = Tinha direito a sonhar

O Fim do Mundo no Ano dois Mil e o NatalQuais miúdos da minha idade não se lembram das professias daquele tempo em que se dizia que dos dois mil não passarás.
 Junto às margens do Douro, fazia-mos as contas dos anos que havia para viver.
 Era a altura da Tuberculose e via-mos morrer gente muito nova.
 Verdade, que as pessoas com sessenta anos era consideradas gente de muita idade, já que a média de vida rondava os sessenta anos. Morrer aos cinquenta e sete no meu caso, nem era muito mau.
O Peixe no Rio e outros meios de Subsistência!!!
O Rio nestas alturas, e mais concretamente a partir de Setembro e até Fevereiro não dava peixe, nem era permitido pescar.
    O dinheirito que as nossas mães ganhavam com a apanha e venda da Carqueja e da Queiró não dava nada, pois com o Inverno não dava para ir apanhá-la. Mas também molhada carregava-se meia dúzia de botenos.
   O meu Pai trabalhava nos Rabões como adventício e só de quando em vez lá aparecia uma viagenzita, por doênça de algum Barqueiro efectivo, mas também porque as cheias do Rio não permitiam o transporte e quando o faziam o Rebocador levava uma boa parte do dinheiro.
  A fruta!!! Apenas e só uma laranjas e nesta época azedas que nem rabo de gato.
  
Foi-se para o Talho o sustento da casa.
        O Porco, era o Governo da casa, e durante este período era o que valia, mas uma maldita doênça, neste ano, resolveu atacar o que tinha-mos  e que estava prevista a sua matança para uns quinze dias depois.
  Apanhou talvez uma pneumonia e quase de graça foi vendido para um talhante de Entre-os-Rios.
Valeu na circunstância as côdeas muitas vezes com Bolôr dos peditórios que a minha Prima Barrota andava a fazer diáriamente e assim se foi entretendo a barriga, com o bocado de adubo (toucinho) a ser deitado no caldo quatro e cinco vezes, misturamdo-lhe umas folhas de couve e uma mão cheia de farinha. Era melhor que hoje muitas vezes um bom bife. Aquela sopa sabia a tudo e então o rostulho!!!
  Mas no Natal lá houve as batas, a postinha de bacalhau e regadas com azeite das Oliveiras lá de casa.
   A aletria e as Rabanadas também não faltaram.
    O Menino Jesus (Pai Natal de Hoje) também colaborou e lá deixou ficar na Lareira umas Bolachas de Água e Sal.
E claro para que fosse  um Natal muito feliz, tinha lá o coração da minha Mãe a jorrar pingos de amor.
    Fui muito feliz com os Natais  da minha Infância.
  A vida tinha-nos ensinado a ser humildes.

Uma Paixão que perdura
Desses tempos  de atroz
Mas a tradição continua
Vinda de meus Pais e Avós

domingo, 19 de dezembro de 2010

O Puto também tinha coisas boas!!!

Tenho vindo a contar as perípécias ocorridas no meu tempo de criança, direi que a procissão ainda vai no adro como ousava dizer-se nas minhas aldeias.
 Mas para que não passe apenas e só a mensagem de que fazia-mos apenas e só coisas más ou péssimas, que a nossa arma era a desobediência etc. etc.
Aqui fica : - Não, no meio de toda esta movimentação ainda nos sobrava tempo para praticar  boas acções.
     Era-mos incapazes de dizer não a qualquer pedido que nos fosse feito, desde o ajudar as pessoas mais idosas a levarem um caneco, ou um regador de água, uma bacia cheia de roupa lavada ou suja, ficar-mos com uma criança, enquanto a Mãe dela tirava ou avinhava a rede.
Enfim, eramos putos amigos de ajudar, também ai de nós se o não fizesse-mos, pois ao chegar aos ouvidos dos nossos Pais as coisas acabariam por nos saír a fava.
     Na minha Aldeia, nós os Putos tinhamos um respeito e obediência para com os mais velhos.
     Sabemos que ao estar-mos sempre por perto deles, fosse nos areios à pesca, fosse, quando amarravam os botenos de Carqueja e Queiró, ou ainda nos lindos bailaricos e cantigas ao desafio, debaixo da Ramada da Beata Ti Maria Zé, ou na Tasca do Pereira em Midões.
As boas e más contribuíram para uma infância de enorme felicidade e a fomentação de uma sã amizade entre os mais velhos e mais novos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mais um Puto da minha Criação que vejo Partir.

Um Puto pertencente à Geração de Ouro da 5ª Coluna
Partiu o António Pires, um puto que nasceu na casa onde cresci e ´r património meu em Cancelos/Sebolido.
Ainda o António não tinha dois anos e caíu rebanceira abaixo,  sorte que ficou encostado a um pequeno arbusto, e assim não foi parar ao Rio, que se tal acontece-se teria tido ali uma morte trágica.
 O António teve uma infância  muitíssimo difícil, apesar do Pai do António ter sido Sargento na Tropa e a Madrasta do seu Pai Professora em Sebolido, e o Avô do António Oficial do Exército em Penafiel, não deixaram haveres e quando o Pai do António foi corrido de Sargento da Tropa, a pobreza foi extrema.
   Andou em miúdo muito tempo a pedir Esmola, mas cedo começou a trabalhar, tendo contudo feito a quarta classe no seu tempo, o que era um luxo por ser coisa rara, nas crianças.
    Não foi melhor nem pior do que nós os daquele tempo, o António pertencia à elite dos tratantes e esteve sempre em todas e na linha da frente.
    Numa luta de Freguesia/Lugar, Lugar Freguesia em que esteve pelo meio um Burro como o personagem principal o António lá estava, e foi até dos que mais trabalho teve até chegar-mos com ele ao destino e o amarrou em frente e a uns escassos 20 metros do então Presidente da Junta.
      Como não podia deixar de ser também marchou para o Posto da GNR em Penafiel e teve de pagar ao Advogado 500#00.
  Mais tarde a sorte foi madrasta para o António, e num acto tresloucado terá feito o que não devia.
  Isso acompanhou-o até ao seu fim.
  Tive o privilégio de privar de novo com ele nestes últimos seis anos.
   O António escrevia uns versos, onde ali expressar a sua dor.
    Li-os e acheios inyteressantíssimos.
   Insisti com ele e consegui reunir muitos deles e públicar numa espécie de livro.
   Foi uma felicidade enorme para o António e isso trouxe-lhe de novo a vontade de viver. Segundo me
dizia. Auilo para ele passou a ter um valor incalculável.
    Insistia com ele para que escreve-se mais, dizia sempre  que o faria, o certo que foi adiando.
    Fazia-o de noite e normalmente, escrevia em rolo de papel higiénico.
    Não sei se o António deixou alguma coisa mais escrita em versos.
    Vou procurar indagar junto da filha e terei uma honra enorme se acaso tiver deixado, e me for autorizado  os juntar, aos que já lhe editei.
     O António Pires merece de mim esse reconhecimento. 
     Partas para onde partires!
    Obrigado por tudo o que partilhamos.
     Só se morre, quando deixamos de estar no coração de alguém.  Irás continuar comigo até ao fim dos meus dias.